O paulistano tem motivos de sobra para sentir orgulho de sua cidade. São Paulo respira artes, espetáculos grandiosos, diversidade étnica, cultural e religiosa, restaurantes, esportes, gastronomia, etc. Isso tudo faz com que a cidade seja conhecida como o principal pólo da América Latina no que se refere ao turismo de negócios, no entanto, poderia ser muito melhor, pois São Paulo ainda não foi descoberta, verdadeiramente, pelo mundo como deveria, aliás, falta aos próprios paulistanos descobrirem a cidade de São Paulo.
Falta saber que situações simples podem ser muito prazerosas: passear no Parque do Ibirapuera, assistir boas peças de teatro, conferir um bom filme no cinema, comer bom pastel de feira, ir ao Mercado Municipal, convidar os colegas de trabalho para um happy hour, se deliciar com uma saborosa rodada de pizzas, etc.
Seria fundamental essa descoberta, pois o turismo de negócios tanto doméstico quanto de turistas vindos de outros países movimenta, enormemente, a economia do País. Para se ter uma idéia, o turista de negócios gasta, na média mundial, 160 dólares diariamente; enquanto que o turista de lazer gasta, em média, 80 dólares por dia.
De acordo com pesquisa divulgada pela São Paulo Turismo – SP Turis, órgão pertencente à Prefeitura de São Paulo, em 2004 a cidade registrou 7,5 milhões de turistas entre brasileiros e estrangeiros. Muitos podem considerar esse número elevado, mas sei que a cidade, por sua pujança, pode crescer imensamente no setor de turismo de negócios.
Entrevistei para o Radar Television do próximo dia 31 de julho, o vice-presidente da São Paulo Turismo, Tasso Gadzanis, e muito me agradou ouvir dele a iniciativa do órgão de ampliar o leque de divulgação de tudo o que a cidade pode oferecer ao turista, fazendo com que o mesmo fique um dia a mais na cidade. Imagine o quanto isto geraria de recursos para o município e, conseqüente, para o País?
No entanto, ninguém constrói nada sozinho. Faz-se necessária uma ação conjunta de todos os setores ligados direta ou indiretamente ao setor de turismo de negócios: um verdadeiro elo entre promotoras de eventos (que têm papel preponderante), ações governamentais, rede hoteleira, restaurantes, bares, casas de shows e espetáculos, teatros, cinemas, shoppings centers, etc. Com isso, será ultrapassado, com sobras, o número de 7,5 milhões de turistas.
O turista de negócios que mais procura a cidade é o advindo dos Estados Unidos, totalizando 428,8 mil turistas. Na seqüência temos Argentina, Alemanha, França, Itália, Portugal, Inglaterra, Espanha, Uruguai, Canadá, Suíça e Chile. Com isso, São Paulo configura-se, de acordo com pesquisa de 2003, como a segunda cidade brasileira mais visitada, ficando atrás somente do Rio de Janeiro.
A mesma pesquisa aponta que os fatores que atraem os turistas são: lazer (53,9%), negócios (26%), visitas familiares/amigos (17,1%), saúde (0,5%), estudos/pesquisas (1,1%). Como vimos, após o lazer, a maior procura é pelo turismo de negócios. Porém, o segundo item traz muito mais investimentos para a cidade.
Vontade política é fundamental para impulsionar o turismo de negócios e sinto isso tanto por parte do governador Geraldo Alckmin quanto do prefeito José Serra através da São Paulo Turismo. Creio que os resultados virão de maneira animadora.
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