Se olharmos para o passado, período em que as montagens de stands era realizada na sua grande maioria com madeira e o carpete usado era sisal, podemos observar que evoluímos e muito.
Hoje temos tecnologia de ponta na parte de alumínio, que nos oferece maior rapidez na montagem e desmontagem, além de proporcionar ao projeto uma condição técnica e arquitetônica a altura do desejo do nosso cliente.
Claro que essa tecnologia caminha junto com a livre concorrência, permitindo assim o surgimento de novas empresas, uma vez que o mercado é livre e não tem dono, apenas fornecedor.
Assim os nossos clientes passaram a receber um numero maior de projetos do que no passado e com a rapidez que não se compara, uma vez que todo departamento de projeto hoje esta na sua totalidade informatizado.
Porem vale lembrar que toda evolução traz consigo a parte negativa ou ruim da história, no passado poderíamos deixar dentro do pavilhão bancadas de serra, armários com ferramentas e outras coisas mais, que no outro dia pela manhã tudo estaria como deixado na noite anterior.
Hoje lamentavelmente se deixarmos no pavilhão ao termino de um dia de trabalho a parte de alumínio, somado a outros equipamentos e ferramentas, no dia seguinte não encontraremos nada.
O que mais incomoda nessa situação, é que a própria feira/evento tem um serviço de segurança interno no pavilhão, além é claro do controle das portarias de entrada e saída.
Não precisamos nem comentar que o alumínio como matéria prima que compõe os equipamentos de montagem, se encontra no mercado como metal nobre.
Lamentavelmente esse material o alumínio passou a ser perseguido dentro dos pavilhões como as latinhas de alumínio são perseguidas nos nossos lixos pelos catadores de papel.
A grande diferença é que o catador de papel, retira do lixo, a embalagem desprezada de um produto cujo conteúdo já foi por nós utilizado, e o larapio no pavilhão rouba um equipamento de alto custo financeiro, para revender por kilo nos depósitos de ferro velho espalhados pela cidade.
Ao denunciarmos o roubo dos equipamentos, apenas recebemos como resposta que cada um é responsável pelos seus equipamentos, e que devemos ter segurança própria.
Não adianta ter gravado nos equipamentos o nome e logo da empresa, pois o receptador no ferro velho despreza tudo isto e compra por kilo, como se fosse latinhas de alumínio, sem pelo menos perguntar a origem do material.
Não sou saudosista, mas lembro bem da época em que todos os profissionais no pavilhão respeitavam uns aos outros, não permitindo a presença de desocupados e muito menos de larápios, que hoje vivem como sangue suga dos nossos equipamentos.
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