O que leva o homem moderno a ter crises de pânico, a ter medo, a se sentir frágil, a se sentir vulnerável diante do público, seja ele grande ou pequeno?
Todas as pesquisas que estudam sobre o tema medo, pavor, ou síndromes, o falar em público, o comunicar-se, aparece, como um dos grandes vilões da modernidade, liderando no ranking.
Quem de nós, já não ouviu um amigo ou um colega de trabalho, dizer que quase morreu, ou quase enfartou, porque teve de dizer algumas palavras em público?
Quantas vezes nós mesmos, quase morremos pelo mesmo motivo?
Quantas vezes voltamos para casa, tristes por não termos tido coragem, de dizer tranqüilamente algumas palavras numa entrevista de emprego?
E quantas vezes nos sentimos super-heróis, só porque conseguimos dar nossa opinião, numa simples reunião de trabalho? Concluo, portanto, que o falar em público não é a 1ª paixão nacional.
Por que temos tanto pavor de nos expressarmos?
Talvez porque quando estamos em público, achamos que vamos correr o risco de ter nossos erros descobertos. É como se nossos defeitos e fragilidades viessem à tona.
Sempre digo que, quando estamos diante de alguém, estamos sendo ouvidos, vistos e julgados. E ninguém, em completa lucidez gosta de ser analisado, questionado e muito menos avaliado.
O constrangimento é tanto que nos sentimos nus (e sem os bolsos para escondermos as mãos).
E essa situação ridícula e constrangedora, não acontece apenas quando você está numa comunicação clássica, ou seja, num auditório, numa sala de aula ou numa sala de convenções, tão comuns nos dias de hoje.
O falar em público formal (aquele do anfiteatro), em que você está no palco, ou num púlpito, e o público quietinho na platéia ouvindo você é, um acontecimento raro, esporádico. Não é todo dia que temos cem pessoas à frente. Claro, que quem trabalha com exposições de idéias (políticos), com palestras (consultores, economistas, professores), a situação do grande público é mais corriqueira e usual (nem sempre fácil para a maioria).
Para esta situação você se prepara previamente. E se prepara muito bem. Até cursos de falar em público existem em abundância. Todos nós, portanto, somos julgados, analisados, questionados, vistos e ouvidos até mesmo num simples bom dia. Ou seja, nos comunicamos em todos os momentos de nossa vida e infelizmente, nem sempre nos comunicamos bem.
Para que gostem da gente, precisamos gostar do outro.
E você, já analisou a quantas anda sua comunicação?
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