Por Thais Alves
Imagine uma família fazendo planos de merecidas férias. “Esta tem que ser inesquecível!” é o que desejam todos, após tanto tempo sem viajar. Fazem as contas e concluem que a verba existente é suficiente para uma semana num maravilhoso hotel de Porto Seguro. Maravilha! Pensa Lourdes, a simpática esposa. Ótimo! Diz seu companheiro. Legal ou da hora! Gritam os filhos adolescentes. Providências tomadas (o cachorro vai para a casa da sogra e o vizinho vigiará a casa, para que nada de ruim aconteça), passagens compradas e malas prontas. Chega o grande dia e a alegria é geral. Na sala de embarque do aeroporto, apesar dos atrasos freqüentes, tudo é maravilhoso. O vôo é chamado pelo alto falante e todos se acomodam no avião; a comissária com voz gentil diz: “Senhores passageiros, bem vindos a bordo”! E lá vai uma família concretizar seus sonhos.
Os planos são chegar logo ao hotel, desfazer as malas rapidamente e aproveitar o resto de sol.
Na recepção uma moça bonita e um tanto atrapalhada não sabe quem atender primeiro, afinal chegaram muitos hóspedes ao mesmo tempo. Claro que ela está sozinha para atender as pessoas do balcão, o telefone da portaria, e fazendo o check out de hóspedes que estão partindo. Com o rosto inexpressivo, a bonita moça exige que todos tenham calma. Alguém, no meio do quase tumulto, pergunta se não tem ninguém para ajudá-la e ela com sorriso amarelo e voz lacônica responde que não. Lá se vai quase uma hora perdida nessa ladainha. Finalmente a família da Dona Lourdes consegue pegar as chaves. Ufa! Exclamam todos.
Ao abrir a porta do apartamento com as malas ainda na mão (claro que o carregador estava ocupado), o desapontamento é geral: não era essa imagem que aparecia nas fotos da internet. O quarto tinha uma janela mínima com vista para um escuro corredor interno. Ao ver a cara triste da família a mãe tenta segurar o ânimo geral e diz, “meninos deixem isso comigo e corram para a piscina. Vou pedir para que nos mudem de quarto”. E lá vai ela novamente começar mais uma via crucis para falar com a moça do balcão. Claro que não obteve sucesso. Com o rosto amarrado a recepcionista diz que não há disponibilidade de quartos com vista para o mar e que nada poderia ser feito e o pior, é que disse isso sem nenhum constrangimento. Nossa simpática senhora, triste, não apenas pela frustração da recusa, mas principalmente pela falta de gentileza da moça.
Ainda bem que o sol ajudou naquela semana com dias lindos. A família passeou, fez compras, dançaram atrás do trio elétrico, tomaram quase um caminhão de sorvete e se divertiram muito, e não aproveitaram nada do maravilhoso hotel.
Na volta à mala estava cheia de souvenires, muita roupa de banho ainda úmida e muitas fotos de recordação. Fotos da praia, do banho de sol, da água de coco, do passeio de barco e nenhuma do hotel.
Os parentes da Lourdes perguntaram se eles tinham gostado do passeio, e todos, sorridentes e bronzeados responderam em coro: “Maravilha! A cidade é linda, as praias encantadoras, a música animada. Foi tudo perfeito, ou melhor, quase perfeito. A única coisa que quase estragou nosso passeio foi o péssimo atendimento do hotel.
Pessoas mal humoradas, pouco preparadas, enfezadas, e sempre ocupadas. A gente até desistiu de nadar na piscina de lá, porque toda a vez que a gente pedia um refrigerante, eles demoravam quase uma hora para trazer. Tentamos jantar no restaurante ao lado do deck, mas também não deu certo, pois o garçom nos tratou com tanta má vontade que a gente quase brigou. Toda vez que íamos à recepção pedir alguma coisa, tinha uma moça com cara cansada, que nos olhava com pouco caso. O hotel era lindo, mas as pessoas.... Se a gente um dia voltar, não vai ser lá que vamos ficar”, completou Dona Lourdes, com sua simpatia de sempre.
Será que alguma coisa parecida com isso já aconteceu com você em alguma viagem? Será que os hotéis dão treinamento de bom atendimento e comunicação às suas equipes? Será que só luxo é suficiente para fidelizar hóspedes? Será que as pessoas querem voltar depois de serem mal tratadas, ou mal amadas?
O mau atendimento gera um desconforto para os hospedes, como se eles, os clientes, fossem intrusos ou estivessem atrapalhando. É uma sensação tão desagradável que nunca mais esquecem e não voltam.
Isso é freqüente em todos os hotéis nacionais e também nos internacionais. Mas e a famosa simpatia do povo brasileiro, como fica? Não será apenas falta de investimento em treinamentos específicos de seus proprietários? E depois a rede hoteleira do Brasil se queixa da baixa ocupação.
Para você que quer fidelizar seu cliente, saiba que existem cursos, livros, palestras que ensinam a Arte do Encantamento. Aí vão algumas dicas para quem precisa aprimorar sua equipe de trabalho:
Leis de Encantamento
1.É preciso ser atento: os funcionários precisam estar ligados, antenados, atentos para resolver os problemas.
2.É preciso ouvir: esse hábito faz com que até as pequenas coisas solicitadas pelos outros sejam respeitadas.
3.É importante ter brilho nos olhos: quando fazemos isso com entusiasmo o outro se sente bem vindo.
4.Respirar bem: É a respiração que nos faz ficar calmos em momentos de estresse e crises. Os problemas se resolvem quando adquirimos esse hábito de respiração profunda.
5.Ao falar procure-o fazer com delicadeza usando as palavras corretas e o tom de voz precisa ser adequado.
6.Gostar do que faz é imprescindível. Gostar do “cliente” é sinal de inteligência.
7.Ter boa postura é de vital importância. Nada de posturas cansadas, enfezadas ou arrogantes. É preciso ter elegância.
8.Ter generosidade no tratar é saber conquistar o coração do outro.
9.Quem tem bom humor tem melhores relações inter pessoais.
10.Ser uma pessoa inesquecível para o hóspede é o objetivo do quem atende clientes.
11.Ser um super Comunicador Conquistador é gostar do que faz, além
de fazer bem feito!
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