Por Thais Alves
Você começa a perceber que sua carreira profissional não vai lá muito bem, quando todos seus colegas são promovidos antes de você. Só aí cai a ficha de que algo não está certo. Você fica triste, desabafa com um amigo, confidencia com a esposa e começa a ouvir os famosos conselhos: é falta de marketing pessoal para que percebam suas qualidades. E lá vai você caminhando pelas ruas pensando no assunto. O que fazer para ser mais percebido pelo chefe é seu pensamento recorrente. De manhã à noite, no café ou no computador, na reunião ou no banho, é sempre a mesma voz martelando sua cabeça; “preciso me valorizar, ser mais exibido, meter as caras”. Para não enlouquecer de vez, sua primeira atitude é entrar numa livraria e comprar meia dúzia de livros sobre o assunto. Debruçado em cima deles, você se depara com: se vista com elegância, tenha boas maneiras, seja gentil, aumente seu “networking”, dê sua opinião com firmeza e outras coisas mais. E aí começa um novo drama, pois tudo isso você já faz, mesmo que não o faça tão perfeito. Talvez seu terno não seja um Armani, mas você esta sempre bem vestido, você não fica badalando seu chefe, mas é sempre gentil com ele, seu networking não tem a grossura das antigas listas telefônicas, mas é bem recheadinho. O que mais falta, é a nova aflição. Talvez nenhum desses livros, o convidou a fazer um passeio dentro de você mesmo para conhecer-se melhor, conhecer suas características, potencializar as mais marcantes e por fim, saber como os outros o vêem e que imagem tem de você. Enfim, como você marca as pessoas com sua “presença”.
Marca e marketing pessoal não tem nada a ver um com o outro, é como a água e o vinho, não se misturam, mas não podem viver separados. Um gole de água antes do vinho é maravilhoso para limpar a boca e preparar o paladar para a taça de vinho que vai chegar.
Marca pessoal é sua essência como pessoa, o que você semeia dentro dos outros, que imagem esses outros têm de você e que impacto-impressão causa nelas. Já o marketing pessoal cuida do seu exterior e entornos: aparência, postura, gestos, relações e comunicação interpessoal.
Como é possível trabalhar apenas o externo, se você nunca conheceu seu interno. Não me refiro aqui a tratamentos psicológicos, ou longas sessões de terapia, mas sim, como potencializar suas qualidades pessoais.
Marca pessoal é como o outro o vê e que associações faz de você. Você pode ser elegante, e todos o acharem um “chato elegante”, você pode ser gentil e todos o enxergarem como um grande “vaselina”, você pode se achar competente e todos murmurarem baixinho: “lá vem o trouxa que faz o trabalho pesado!”.
É preciso conhecer a leitura que fazem de nós, aprimorá-la (se for o caso) e potencializá-la (se necessário).
Marca pessoal é a grife, a “presença”, o impacto de cada um. Você quer ser uma roupa sem etiqueta, se contenta com um adesivo da 25 de março ou uma “etiqueta fashion” das lojas dos Jardins?
Afinal, qual a marca que vai acompanhá-lo por toda sua vida?
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