Por Thais Alves
Para termos êxito nas diversas situações de comunicação, são imprescindíveis alguns quesitos: inteligência, informação, boa apresentação pessoal, estilo pessoal, empatia. Apenas quando colocamos tudo isso em ação, é que realmente conseguimos impregnar nossa marca pessoal na memória de quem nos ouve, a audiência. A isso chamamos de “presença” marcante, impactante e só aí, é que nos tornaremos realmente inesquecíveis.
Fácil? Não! Em verdade, difícil à beça.
Equivocamos-nos, ou talvez, nunca fomos corretamente orientados, de que a verdadeira comunicação é muito mais do que meia dúzia de palavras bonitas e inteligentes.
A boa comunicação só terá êxito, quando o ouvinte, além de ficar informado e encantado, ficar marcado com o nosso jeito de ser, nossa “presença” pessoal. Segundo o dicionário, o sentido da palavra marca é: ato ou efeito de marcar; sinal distintivo de um objeto. É o símbolo que todo fazendeiro usa no seu boi, para que ele não se perca no meio das vacas do vizinho. E qual é nossa marca pessoal, já que não fomos queimados com ferro quente, para facilitar a identificação? Talvez um bom exemplo de marcar pessoas nas relações humanas, é Chico Buarque cantando: “... quero ficar no seu corpo como tatuagem, que é para seguir viagem quando a noite vem...”. Chico cantou o amor, mas o mesmo acontece em todos os outros momentos do nosso cotidiano.
O real sentido da boa comunicação interpessoal é marcá-las com nossa “presença”, para nos tornarmos imprescindíveis (como se fossemos um objeto de desejo). Todos precisam gostar de estar conosco e querer nossa companhia, porque só assim irão valorizar as informações que temos a dar. É daí que nasce famoso valor pessoal.
As marcas das grandes empresas são sempre lembradas, e talvez, esse seja seu maior patrimônio. Quanto será que valem as marcas Microsolf, Sony, Nike, entre outras? Só de pensar nelas, seus logotipos ou logomarcas vêm à memória e despertam uma vontade louca de consumirmos seus produtos (é por isso que marcas fortes valem milhões). E nós, pessoas e não produtos, qual nossa marca, nosso símbolo ou valor?
A marca ou “presença” pessoal têm que estar fixada na mente de todos, no trabalho, em casa ou no happy hour.
Você que me lê como é lembrado pelos os que o cercam? É uma pessoa que desperta no outro o quê: otimismo, desânimo, alegria, diplomacia, generosidade, tristeza? Quer ver como essa associação de imagem funciona no dia a dia? Pense em meia dúzia de pessoas que conhece: filhos, parentes ou amigos e analise que atributo vem de imediato à sua memória, qual a sensação mais forte que tem em relação a elas? Repare como para cada um, você associa coisas diferentes. Todos deixam uma imagem tatuada dentro de nós e acabamos gostando mais de alguns do que de outros, por causa de suas marcas fortes ou mais parecidas conosco. Diariamente identificamos e somos identificados. E você, como marca os outros, qual seu atributo mais forte, como os outros percebem e se lembram de você? É a isso que nos referimos, quando falamos em “presença” pessoal.
Para descobrir, fortalecer e potencializar nossa marca, é preciso conhecer as qualificações individuais, elencá-las, pensar nelas, colocá-las numa balança, e eleger a maioral. Depois disso, é só usá-la com muita abundância, consciência e orgulho.
E afinal, sua “presença” é marcante, inesquecível e o que você vai fazer para valorizar mai$ sua marca no mercado?
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