Obesidade: problema de saúde pública

 Nos Estados Unidos as seguradoras de saúde não cobrem o tratamento para a obesidade, no entanto elas acabam gastando muito mais quando tem que arcar com as conseqüências do excesso de peso (hipertensão, infarto do miocárdio, derrames, diabetes, apnéia do sono, câncer de endométrio próstata e mama) . Estima-se que os americanos gastem em torno de 30 bilhões de dólares por ano em ações médicas ou não (Tv e outras mídias) ligadas ao excesso de peso. É óbvio que algo está errado. Se este dinheiro fosse corretamente empregado inúmeras outras ações de saúde poderiam ser realizadas com muito mais sucesso.
 Em alguns países se iniciam ações para combater a epidemia . Epidemia, pois a progressão é geométrica . Aproximadamente metade da população americana apresenta problemas de peso. Medidas como o National School Lunch Program  em que as escolas são avaliadas também pela qualidade da merenda e
ações públicas como ciclovias,   melhoria de calçadas para os pedestres, e ginásios de ginástica para a comunidade apresentam resultado significativo.
 No Brasil, a ANVISA tem obrigado as empresas do setor alimentício a mostrarem quanto de gordura trans o alimento possui,o que é altamente benéfico, mas os rótulos dos alimentos são confusos ou induzem à confusão. Por exemplo: você compra um alimento que é propagado como “fat-free” mas acaba ingerindo o dobro de calorias.   Alguns alimentos se dizem “light” quando comparados com a versão tradicional, mas continuam sendo altamente calóricos e/ou contendo altos índices de gorduras trans ou colesterol.   Hoje em dia, para sabermos qual alimento é menos calórico, ou contém menos colesterol precisamos de calculadora, pois não há padronização de medidas dos alimentos. Ao comprarmos um hambúrguer que supostamente é menos calórico e contém menos gorduras saturadas, podemos ser enganados pois a empresa pode usar hambúrgueres mais finos ou leves, e o alimento supostamente mais saudável, na verdade é apenas menor ou mais “aerado”.  Os rótulos obrigatoriamente deveriam ser claros, não serem escritos em letra miúda, e padronizados com relação às medidas, sejam elas quais forem. Não dá para comparar 100 gramas de um determinado pão com 2 fatias de outra marca
 No meio médico há consenso que o sal é  tão maléfico quanto o colesterol. As quantidades de sal que nós ingerimos diariamente podem ser extraordinariamente altas, e nós não percebemos. Mesmo em alimentos adocicados a presença de sódio é constante . O sal será o “colesterol” deste milênio.
 Para que haja mudanças neste quadro é necessária que haja uma forte atuação do poder público na regulamentação das informações nutricionais. Caso isto não ocorra rapidamente a conta a pagar tanto financeiramente  quanto em saúde  será muito alta.

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Postado por: Maurício Hirata
Em: 4/6/2008 as 13:58
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008 19:35